De Avalon a Crônicas

_InfluênciasLançadas entre 2005 e 2007, as Crônicas de Avalon serviram como fundação para a elaboração de uma série de regras que exploramos em Crônicas. Para saber mais sobre estes três livros, veja no site da Conclave: O Começo, Velha Britânia e Lendas e Heróis.

Influenciados pelos livros de Bernard Cornwell e Marion Zimmer Bradley, muitos jogadores de RPG naquela época começaram a deixar um pouco de lado a parte mais fantástica dos mundos de fantasia em busca de referências históricas. Paredes de escudos, intrigas políticas e magia mais subjetiva mostraram que os jogos de narrativa podem ir além das catacumbas cheias de monstros e itens mágicos. Essas orientações foram importantes para abrirmos nossas mentes e imaginar novos desafios. Quase todos os RPGs têm regras detalhadas sobre combate e magia, mas existem uma série de outros perigos que podem ser mais explorados. Portanto, mesmo que você não abra mão do sistema que seu grupo de jogo utiliza há anos, temos certeza que neste livro apresentaremos ideias que poderão ser bastante úteis a qualquer campanha.

Primeiros Microcontos: Recebemos três valiosas contribuições na primeira semana de abertura ao público na elaboração dos microcontos que entrarão no livro. Somos muito gratos a Zander Catta Preta, Rejane Wolff e Romulo Ladira, cujos nomes vão aparecer nos créditos deste trabalho. Quer participar? Saiba como aqui.

Zander Catta Preta

Dramático
“Ela cuidava dos animais, atiçava o fogo, colocava água para ferver e aprontava o desejum de todos antes do dia acordar. Aguardava o pai, a esposa, os filhos sem nomes dos dois se refastelarem enquanto observava acuada as rezas e os rituais matinais dos vivos. Findas as rezas, ela se recolhia no pequeno caixão escondido entre as ovelhas.”

Rejane Wolff

Bardo
“No meio do palco havia um jovem rapaz de aparência comum demais. Seus dedos ágeis como o vento percorriam as cordas do banjo emitindo a mais bela música que o público da taverna já ouvira. Sua voz acompanhava, doce como um encanto. A música no momento era o ar que respirava e nela um sentimento incomparável acalmava o coração daqueles que ali estavam.”

Guerreiro
“Os gritos da batalha enchiam meus ouvidos e ardiam em meu coração. Minha espada parecia se mover sozinha, de um orc fétido ao outro. Rasgando, matando, vencendo. Ainda faltavam muitos, e nós éramos poucos, mas sabia que venceríamos. Eu estava certo, e quando minha espada saiu suja de sangue do último orc, a honra voltou à minha alma.”

Marujo
“O barco balançava muito. Uma tempestade se aproximava. O marujo corria de um lado para o outro, puxando velas, gritando nomes e acima de tudo tentando ficar em pé. Um trovão no céu anunciou o início da guerra entre o mar e a tripulação. O cheiro salgado no ar o fazia se sentir mais forte, então, respirou fundo e se sentiu pronto para defender sua casa.”

Assassino
“Vestida de preto, a jovem estava bem escondida no beco. Seus pés não faziam barulho ao andar, sua respiração quase não existia. Ela era como um fantasma. Se esgueirou até a parede de pedra cheia de musgo da doca fedorenta e nas sombras caminhou até o guarda. Ele caiu sem nunca ter a chance de saber de onde veio a adaga que cortou sua garganta.”

Romulo Ladira

Heróico
“O guardião só teme a visão do deus do sol” lembrou o ladrão e correu, oculto nas sombras.Se perdesse tempo seus amigos morreriam , a clériga morreria. Se escondeu atrás de uma coluna e pegou o saco de pó negro. ‘Droga,’ não havia preparado o pavio. A clériga sempre reclamava de seu desleixo… Seus amigos ouviram a explosão. A coluna e parte do teto desabaram inundando a sala com a luz do dia. Destruindo o guardião.

Magia Incomum
“A macabra cerimônia completara sua obra, desvirtuando a criação e trazendo a completa corrupção do natural. A criatura que se levantou não era um cadáver, pois a morte que se contempla nos olhos de um morto é a simples ausência de espírito. O que estava impregnado no olhar daquela aberração era a morte em si, a perfeita antítese da vida. Naquela noite o mundo fora profanado.”

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